Como plantar dente-de-leão

Dente-de-leão
Dente-de-leão - imagem original: Joshua Mayer - Licença Creative Commons

Dente-de-leão é um nome dado a várias plantas do gênero Taraxacum, que engloba muitas espécies, sendo a mais comum a espécie Taraxacum officinale. Atualmente essa espécie cresce espontaneamente em várias regiões de clima temperado ou subtropical do mundo, mas geralmente é ignorada como alimento. Hortaliça de sabor amargo, suas folhas são normalmente consumidas cruas, cozidas ou refogadas. Suas flores e raízes também podem ser consumidas cruas ou cozidas. Suas raízes, folhas e flores também são usadas como ingredientes na produção de algumas bebidas alcoólicas ou não alcoólicas, incluindo alguns tipos de cerveja. Torradas e moídas, as raízes podem ser usadas como um substituto do café. A planta também é usada como erva medicinal.

Muitas espécies de dente-de-leão são comestíveis e o látex extraído de algumas espécies pode ser usado para a produção de borracha natural.

Dente-de-leão
Dente-de-leão (Taraxacum officinale) - imagem original: Eugene Peretz - Licença Creative Commons

Clima

O dente-de-leão cresce melhor em clima temperado ou clima subtropical, e pode resistir a temperaturas muito baixas, embora perca todas as folhas.

Luminosidade

Pode ser cultivado com luz solar direta ou em sombra parcial.

Dente-de-leão
O dente-de-leão é uma espécie invasora que atualmente cresce espontaneamente em muitos lugares do mundo - imagem original: Donald Hobern - Licença Creative Commons

Solo

Pode ser cultivado em praticamente qualquer tipo de solo, mas cresce melhor se o solo for bem drenado, profundo, fértil e rico em matéria orgânica. A planta também é bastante tolerante quanto ao pH do solo, mas um pH entre 5 e 6,8 é recomendado.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, sem que fique encharcado.

Muda de dente-de-leão
Muda de dente-de-leão - imagem original: Rpblk - Licença Creative Commons

Plantio

Preferencialmente semeie no local definitivo da horta. Se semeadas em sementeiras e outros recipientes, o transplante deve ser feito assim que as mudas possam ser manuseadas. As sementes devem ficar na superfície do solo ou podem ser cobertas apenas por uma leve camada de terra peneirada ou de serragem. A germinação pode levar de cinco dias a três semanas.

Embora menos comum, o dente-de-leão também pode ser propagado usando pedaços de raiz.

O espaçamento entre as plantas pode ser de 35 cm. O dente-de-leão pode ser plantado em vasos, mas estes precisam ter no mínimo 30 cm de altura para a planta se desenvolver razoavelmente, pois a raiz primária desta planta cresce bastante, podendo ultrapassar a 1 m de profundidade quando cultivada no solo.

Frutos do dente-de-leão
Cipselas de dente-de-leão, que normalmente são chamadas de sementes, embora sejam na realidade um tipo de fruto seco que contém uma semente cada um - imagem original: Till Westermayer - Licença Creative Commons

Tratos culturais

Retire plantas invasoras que estiverem concorrendo por recursos e nutrientes.

O dente-de-leão é uma planta invasora que pode causar problemas em algumas plantações. Para manter suas plantas sob controle, as flores devem ser sempre colhidas, impedindo que as cipselas com os papi sejam formadas (os frutos secos com os "paraquedas", contendo uma semente cada um). Se as sementes são necessárias, colha assim que estiverem formadas. As cipselas são dispersadas facilmente pelo vento quando estão maduras.

Embora seja considerada uma planta invasora, comum em jardins, plantações e pastagens, em alguns casos sua presença pode ser benéfica, uma vez que pode ser uma boa planta companheira para outras culturas, e pode servir como alimento tanto para humanos quanto para animais.

Para ficarem menos amargas, as folhas podem ser branqueadas, cobrindo a planta com um balde ou outro recipiente totalmente opaco, impedindo assim a planta de receber luz.

Dente-de-leão da espécie Taraxacum albidum
Uma espécie de dente-de-leão que apresenta flores brancas (Taraxacum albidum) - imagem original: KENPEI - Licença Creative Commons

Colheita

Geralmente é recomendado que as folhas comecem a ser colhidas aos 90 dias, mas folhas de plantas mais jovens são menos amargas.

As folhas mais desenvolvidas, sendo mais amargas, podem ser consumidas em pratos cozidos, refogados, assados ou fritos. As folhas mais novas são um pouco menos amargas e são mais tenras, e podem ser consumidas cruas em saladas. Folhas branqueadas (estioladas) são colhidas quando estão com uma coloração amarelo-esbranquiçada. As flores podem ir sendo colhidas e congeladas até conseguir a quantidade necessária ou podem ser usadas misturadas com as folhas. Já as raízes podem ser colhidas com aproximadamente um ano.

Plantas selvagens são igualmente comestíveis, embora normalmente sejam mais amargas que as cultivadas. Todavia, é necessário cautela para não colher plantas contaminadas com pesticidas ou outras substâncias tóxicas.